terça-feira, 23 de abril de 2013

Nintendo Wii e Equilíbrio


Como o videogame tem ganhado mais espaço nas clinicas de reabilitação, decidi escrever sobre isso hoje. Boa leitura


      Nos últimos dois anos muitos artigos que avaliaram os efeitos do videogame Nintendo Wii na recuperação ou melhora do equilíbrio foram publicados. Os dados mostram melhora do equilíbrio em idosos saudáveis, indivíduos com Paralisia Cerebral, Esclerose Múltipla, Vestibulopatias, dentre outras. Uma busca com os descritores: Nintendo Wii e Balance no PUBMED retornou um número de 57 artigos esse mês.
      Os principais instrumentos utilizados para mensuração do equilíbrio nesses artigos foram o deslocamento do centro de pressão, Escala de Equilíbrio de Berg, Teste do Time Up and Go e Tinneti. A grande maioria dos artigos evidencia uma melhora do equilíbrio após o uso do Nintendo Wii com os jogos do Nintendo Wii Fit.
      O Nintendo Wii é um sistema de jogos que utiliza controle remoto como entrada para o ambiente virtual, esse controle possui Bluetooth, acelerômetro e um giroscópio que capacita o dispositivo a detectar os movimentos dos jogadores. Tem sensores que podem captar o movimento do corpo do jogador e os reproduzir na tela, permitindo que os pacientes movimentem todo o corpo ao brincar.  Além do controle remoto também pode ser utilizada a Wii Balance Board, para analisar distribuição do peso corporal e movimentos. Essa Balance Board detecta o deslocamento do centro de gravidade e é o componente mais importante no treino de equilíbrio. (figura abaixo):


        Um dos motivos que poderia explicar, pelo menos em parte, os benefícios do videogame no equilíbrio, é que muitos jogos estimulam o deslocamento anteroposterior e látero-lateral do centro de pressão, aumentam o limite de estabilidade e estimulam uma descarga de peso mais simétrica, principalmente em indivíduos hemiplégicos.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

TOP 5 livros Fisioterapia Neurofuncional

Hoje escrevi um post com dicas de livros muito úteis para aprofundar o conhecimento em Fisioterapia Neurofuncional. Coloquei as edições mais atuais e o menor preço encontrado pelo site Buscapé. 

Fisioterapia - Aspectos Clínicos e Práticos da Reabiltação 
Edição: 2 ed.
Autores:  Elcinete Wentz de Moura; Eliene Lima; Denise Borges e Priscila do Amaral Campos e Silva
Editora: Artes Medicas
Ano:2010

Mesclando a experiência adquirida durante 55 anos da AACD com constante atualização científica, nossos profissionais fisioterapeutas expressam nesse livro o conhecimento mais atual no tratamento da deficiência física.

Preço: RS118,91 Site Submarino

Comentário: O principal ponto positivo do livro é que apresenta informações práticas do tratamento neurofuncional, tanto em patologias neurológicas infantis, quanto adultas. Inclui ainda capítulos sobre estimulação elétrica, adequação postural e integração sensorial. Muito Bom.


Fisioterapia Avaliação e Tratamento 
Edição: 5a. 
Ano: 2010
Autor: 
O´Sullivan, Susan B. - Schmitz, Thomas J.
Páginas: 
1200 
Editora: 
Manole




Esta obra trata de modo abrangente da avaliação e do tratamento em reabilitação para pacientes de todas as faixas etárias. Dando continuidade ao sucesso das edições anteriores, a quarta edição integra as pesquisas mais recentes na área aos procedimentos de avaliação e tratamento em fisioterapia, adequando-se aos critérios e aos parâmetros do Guide to Physical Therapist Pratice da Associação Americana de Fisioterapia. Este livro aborda temas fundamentais em reabilitação, desenvolvendo os aspectos conceituais da tomada de decisões clinicas, os fatores psicossociais concomitantes e a influência dos valores do terapeuta sobre o tratamento do paciente. São amplamente explanados os principais métodos de avaliação, as estratégias gerais de tratamento, os problemas normalmente encontrados na prática em clínicas gerais e as estratégias adequadas de exame e intervenção. Além disso, inclui tópicos específicos como próteses, órteses, cadeira de rodas e biofeedback. Cada capítulo contém um conjunto inicial com os objetivos da aprendizagem e uma síntese do que é discutido posteriormente. Após o desenvolvimento do tema, o leitor encontra um amplo material de suporte como glossário, questões para auto-avaliação, vasta referência, além de estudos de casos para praticar os conhecimentos adquiridos no decorrer do capítulo. Esta obra é referência indispensável de estudo e consulta para estudantes e profissionais de fisioterapia, bem como de outras áreas envolvidas em reabilitação

Preço: RS 246,09 Site Submarino 


Comentário: Livro EXCELENTE. Vale o investimento. Os capítulos de avaliação motora e sensorial são muito bons. E de brinde ainda tem outros capítulos de outras áreas da fisioterapia

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Você conhece a Síndrome Pós-Pólio?

 A síndrome pós–pólio (SSP) é uma desordem neurológica que acomete indivíduos com 40 anos em média que, pelo menos 15 anos antes, foram infectadas pelo vírus da poliomielite e desenvolveram uma forma aguda ou inaparente da doença. 

 A principal característica da síndrome é a perda das funções musculares que tinham permanecido estabilizadas no intervalo entre a recuperação e o aparecimento dos novos sintomas. 

Para entender melhor é preciso conhecer a fisiopatologia da POLIOMIELITE

A poliomielite é uma “Doença infecciosa aguda causada pelo enterovírus do grupo poliovírus”, também conhecida como “PARALISIA INFANTIL”

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sono e Aprendizado. Importância para universitários

Você sabia que o sono tem papel fundamental para o aprendizado?

Uma boa noite de sono ou até cochilos diários podem aumentar o rendimento escolar. Identificar fatores relacionados à má qualidade de sono e modificar esses hábitos pode resultar em uma melhor qualidade de vida e em uma melhor capacidade de concentração, memorização e aprendizado!!!



Nos dados publicados na  Revista Fisioterapia e Pesquisa: 

Fatores associados à qualidade do sono em estudantes de Fisioterapia
(Martini et al., 2011)

Os autores identificaram que 51,75% dos estudantes avaliados (199) apresentaram qualidade do sono ruim, a qual estava associada com a menor duração do sono e hora de acordar mais cedo em dias de semana, dois turnos de trabalho e maior sonolência diurna . Concluiu-se que 51,75%dos estudantes universitários avaliados apresentaram qualidade de sono ruim e essa pode ter causa multifatorial.




Como é seu sono? Será que está comprometendo seu aprendizado?



Profa. Michelle Brandalize

terça-feira, 16 de abril de 2013

Fisioterapia para Síndrome de Down


            A fisioterapia é muito importante principalmente nos estágios de desenvolvimento motor da criança, com a intenção de estimular o desenvolvimento motor com padrões mais próximos do encontrado na criança típica, no entanto outras terapias podem ser importantes, como a fonoaudiologia para estimulação da linguagem, a qual costuma ser atrasada nas crianças com Down e terapia ocupacional para estimular o brincar e o cognitivo da criança.

               Alguns Objetivos Fisioterapêuticos são: Estimular a aquisição das etapas motoras;   Facilitar o aparecimento de reações de endireitamento, proteção e equilíbrio;  Melhorar a estabilidade proximal; Promover um bom alinhamento corporal (quadril); Promover modulações adequadas do sistema sensorial; Melhorar a coordenação motora e Promover orientações à família.

              Muitos exercícios podem ser utilizados com essa finalidade, contudo exercícios que visam descarga de peso dos membros, exercícios de isometria e vestibulares rápidos costumam melhorar a estabilidade proximal da criança. Exercícios de coordenação e equilíbrio também são recomendados. 
             





As orientações aos familiares são muito importantes para que a criança cresça num ambiente com estímulos adequados. Algumas orientações incluem:



  1. A criança deve usar a faixa em 8 para reduzir a abdução (abertura) dos quadris.
  2.  Segurar a criança com as perninhas fechadas e de forma que estimule a brincadeira
  3.  Promover estímulos sensoriais diferentes, como balançar na rede e estímulos táteis durante o banho.
  4. Identificar problemas visuais (aproximação exagerada dos objetos perto dos olhos), auditivos (a criança não responde a um estímulo auditivo) e cardíacos ( a criança está sempre cansada, com dificuldade para mamar e com boca e dedos arroxeados).
  5.  Para maiores informações procure seu médico e fisioterapeuta.
Profa. Ms. Michelle Brandalize

Qual sua experiência no tratamento da Síndrome de Down? Divida conosco, deixe um comentário!
TBLANCHE, E. I., BOTTICELLI, T. M., HALLWAY, M. K. Combining neuro-developmental treatment and sensory integration principles an approach to pediatric therapy, Arizona, The Psychological Corporation, 1995.


Entendo a Síndrome de Down

Boa tarde pessoal, hoje escrevi um post sobre Síndrome de Down. Espero que gostem!!


A Síndrome (Sd) de Down é uma doença genética que acomete 1 a cada 800 nascidos vivos. Afeta todas as raças e sexos e é decorrente se uma triplicação do cromossomo 21 (Silva, Kleinhans, 2006).
            A Sd de Down apresenta 47 cromossomos ao invés de 46, como na criança normal. Não existem causas definidas para essa Síndrome, no entanto, a idade materna é o fator é mais associado, sendo que a incidência dessa síndrome aumenta com a idade da mãe e é muito maior em mães acima dos 35. Acredita-se que o envelhecimento do óvulo favorece a não separação meiótica adequada do cromossomo, ver tabela abaixo:

            São encontrados três tipos de alterações genéticas nessa síndrome,  os quais podem ser identificados através do exame de DNA (Cariótipo, figura abaixo) (Moreira et al, 2000)

1)            Trissomia do 21: afeta 95 % dos casos. Todas as células da criança apresentam 47 cromossomos, sendo 3 cromossomos 21.
2)            Translocação genética: afeta 3 a 4 % dos casos. O cromossomo 21 está conectado a outro cromossomo, geralmente ao 14. Normalmente essa alteração é herdadada dos pais e há mais chance de haver outra criança com Down.
3)            Mosaicismo: é o menos comum (1 a 2%). Nesse caso, algumas meioses são inadequadas e somente algumas células apresentam 47 cromossomos. Normalmente apresentam menos características da síndrome e melhor cognitivo.
            De acordo com o projeto genoma Humano, o cromossomo 21 apresenta 255 genes. Na Sd de Down os genes não são alterados, mas produzem suas proteínas em dose triplicada, dessa forma, causa crescimento e desenvolvimento incompletos ao invés de anormais (Moreira et al, 2000)
            A Sd de Down apresenta as seguintes características: diminuição de cavidade nasal, osso nasal achatado, língua protrusa e grande, fissuras palpebrais oblíquas, prega epicântica, implantação baixa das orelhas, orelhas pequenas e malformadas, dentição irregular, Crânio achatado e menor e pescoço curto e largo. Nos pés e nas mãos apresentam dedos curtos e prega palmar única. A hipotonia muscular global (criança mole) está presente em 100% dos casos em maior ou menor grau. Apresentam hiperfrouxidão ligamentar generalizada (articulações mais móveis), displasia acetabular (quadril pouco formado), retardo mental e alterações neurológicas. Podem ainda estar presentes alterações visuais, auditivas, gastrointestinais, hematológicas e cardiopatias.