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domingo, 27 de maio de 2018

terça-feira, 23 de abril de 2013

Nintendo Wii e Equilíbrio


Como o videogame tem ganhado mais espaço nas clinicas de reabilitação, decidi escrever sobre isso hoje. Boa leitura


      Nos últimos dois anos muitos artigos que avaliaram os efeitos do videogame Nintendo Wii na recuperação ou melhora do equilíbrio foram publicados. Os dados mostram melhora do equilíbrio em idosos saudáveis, indivíduos com Paralisia Cerebral, Esclerose Múltipla, Vestibulopatias, dentre outras. Uma busca com os descritores: Nintendo Wii e Balance no PUBMED retornou um número de 57 artigos esse mês.
      Os principais instrumentos utilizados para mensuração do equilíbrio nesses artigos foram o deslocamento do centro de pressão, Escala de Equilíbrio de Berg, Teste do Time Up and Go e Tinneti. A grande maioria dos artigos evidencia uma melhora do equilíbrio após o uso do Nintendo Wii com os jogos do Nintendo Wii Fit.
      O Nintendo Wii é um sistema de jogos que utiliza controle remoto como entrada para o ambiente virtual, esse controle possui Bluetooth, acelerômetro e um giroscópio que capacita o dispositivo a detectar os movimentos dos jogadores. Tem sensores que podem captar o movimento do corpo do jogador e os reproduzir na tela, permitindo que os pacientes movimentem todo o corpo ao brincar.  Além do controle remoto também pode ser utilizada a Wii Balance Board, para analisar distribuição do peso corporal e movimentos. Essa Balance Board detecta o deslocamento do centro de gravidade e é o componente mais importante no treino de equilíbrio. (figura abaixo):


        Um dos motivos que poderia explicar, pelo menos em parte, os benefícios do videogame no equilíbrio, é que muitos jogos estimulam o deslocamento anteroposterior e látero-lateral do centro de pressão, aumentam o limite de estabilidade e estimulam uma descarga de peso mais simétrica, principalmente em indivíduos hemiplégicos.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Você conhece a Síndrome Pós-Pólio?

 A síndrome pós–pólio (SSP) é uma desordem neurológica que acomete indivíduos com 40 anos em média que, pelo menos 15 anos antes, foram infectadas pelo vírus da poliomielite e desenvolveram uma forma aguda ou inaparente da doença. 

 A principal característica da síndrome é a perda das funções musculares que tinham permanecido estabilizadas no intervalo entre a recuperação e o aparecimento dos novos sintomas. 

Para entender melhor é preciso conhecer a fisiopatologia da POLIOMIELITE

A poliomielite é uma “Doença infecciosa aguda causada pelo enterovírus do grupo poliovírus”, também conhecida como “PARALISIA INFANTIL”

terça-feira, 16 de abril de 2013

Fisioterapia para Síndrome de Down


            A fisioterapia é muito importante principalmente nos estágios de desenvolvimento motor da criança, com a intenção de estimular o desenvolvimento motor com padrões mais próximos do encontrado na criança típica, no entanto outras terapias podem ser importantes, como a fonoaudiologia para estimulação da linguagem, a qual costuma ser atrasada nas crianças com Down e terapia ocupacional para estimular o brincar e o cognitivo da criança.

               Alguns Objetivos Fisioterapêuticos são: Estimular a aquisição das etapas motoras;   Facilitar o aparecimento de reações de endireitamento, proteção e equilíbrio;  Melhorar a estabilidade proximal; Promover um bom alinhamento corporal (quadril); Promover modulações adequadas do sistema sensorial; Melhorar a coordenação motora e Promover orientações à família.

              Muitos exercícios podem ser utilizados com essa finalidade, contudo exercícios que visam descarga de peso dos membros, exercícios de isometria e vestibulares rápidos costumam melhorar a estabilidade proximal da criança. Exercícios de coordenação e equilíbrio também são recomendados. 
             





As orientações aos familiares são muito importantes para que a criança cresça num ambiente com estímulos adequados. Algumas orientações incluem:



  1. A criança deve usar a faixa em 8 para reduzir a abdução (abertura) dos quadris.
  2.  Segurar a criança com as perninhas fechadas e de forma que estimule a brincadeira
  3.  Promover estímulos sensoriais diferentes, como balançar na rede e estímulos táteis durante o banho.
  4. Identificar problemas visuais (aproximação exagerada dos objetos perto dos olhos), auditivos (a criança não responde a um estímulo auditivo) e cardíacos ( a criança está sempre cansada, com dificuldade para mamar e com boca e dedos arroxeados).
  5.  Para maiores informações procure seu médico e fisioterapeuta.
Profa. Ms. Michelle Brandalize

Qual sua experiência no tratamento da Síndrome de Down? Divida conosco, deixe um comentário!
TBLANCHE, E. I., BOTTICELLI, T. M., HALLWAY, M. K. Combining neuro-developmental treatment and sensory integration principles an approach to pediatric therapy, Arizona, The Psychological Corporation, 1995.