quinta-feira, 9 de maio de 2013

Você sabia que a Esclerose Múltipla afeta mais as Mulheres?

Olá! Hoje coloquei uma reportagem retirada do site da BBC Brasil sobre Esclerose Múltipla. Adicionei links com videos explicativos sobre a doença. Vale a pena ver!!



Pílula pode reduzir risco de esclerose múltipla, diz estudo
http://www.bbc.co.uk/f/t.gif
     

Tomar pílula anticoncepcional pode reduzir no curto prazo o risco das mulheres desenvolverem esclerose múltipla, sugeriu estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.




        A pesquisa mostrou que a incidência de esclerose foi 40% inferior nas mulheres que tomaram a pílula em comparação às que não usaram o contraceptivo oral. Os resultados estão de acordo com aqueles obtidos em estudos anteriores feitos com animais e que sugeriram que hormônios femininos podem adiar o desenvolvimento da esclerose múltipla ou o surgimento de seus sintomas (Veja dois vídeos sobre a doençaEsclerose Múltipla - Edson Zerati e Esclerose Múltipla Imunopatogenia (Dr Damacio Maciel) . 

       O estudo, que levou três anos para ser concluído, foi publicado em Archives of NeurologyEsclerose múltipla é uma doença inflamatória que causa uma gama de sintomas que vão da fadiga a dificuldades de movimentos, de fala e memória.

Gravidez

     Os pesquisadores compararam 106 mulheres diagnosticadas com esclerose múltipla entre janeiro de 1993 e dezembro de 2000 com 1.001 outras mulheres sem a doença.
O estudo também constatou a ocorrência de um risco menor de esclerose múltipla durante a gravidez, mas um risco maior seis meses depois do parto, em comparação à incidência entre as mulheres que não estavam grávidas.

"Estes resultados são coerentes com estudos sobre os efeitos da gravidez em pacientes com esclerose múltipla e as alterações imunológicas associadas à gravidez", disseram os pesquisadores no artigo em Archives of Neurology.

      O diretor do MS Trust da Grã-Bretanha, Chris Jones, disse que "já foi bem documentado que hormônios sexuais, tais como o estrógeno, podem influenciar o desenvolvimento da esclerose múltipla, como ficou evidenciado pela porcentagem mais alta de mulheres com esclerose múltipla em comparação aos homens, e no risco mais alto de esclerose múltipla em mulheres após a gestação"Jones espera, contudo, mais pesquisas - para que sejam obtidas conclusões mais firmes.

     "Como os próprios autores (deste estudo) comentam, outros fatores podem influenciar os resultados, tais como a gravidez durente o período subsequente ou se as mulheres que tomaram a pílula eram 'saudáveis' - por exemplo, não-fumantes e nem obesas", disse ele.

Comrntário: A Esclerose Múltipla é multifatorial, novas pesquisas tem identificado fatores como consumo de Vitamina D e exposição ao sol relcionados à doença, veja mais: Sol e Esclerose Múltipla

Espero que tenham gostado, vejam em breve uma postagem sobre Exercício Físico e Esclerose Múltipla.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Estudo vê queda de partos prematuros após leis antifumo

Pessoal, vejam que interessante essa reportagem!!!Os hábitos de vida da mãe são cruciais para o bom desenvolvimento do feto. Ainda, crianças premturas apresentam mais chance de lesões neurológicas e atraso no desenvolvimento motor, portanto nada de cigarro! Boa leitura.



A teoria de que a proibição de fumar em locais públicos diminuiria o número de crianças nascidas prematuramente foi fortalecida por uma nova pesquisa. 


       Um estudo de 600 mil partos descobriu três quedas sucessivas no número de bebês nascidos com menos de 37 semanas - cada uma das reduções ocorrendo após uma nova fase de aplicação de leis antifumo. De acordo com a publicação científica British Medical Journal, as tendências de queda não foram encontradas em períodos anteriores às proibições. 
       
      O estudo, feito pela Universidade Hasselt na Bélgica, acontece depois que uma pesquisa escocesa de 2012 encontrou um padrão semelhante. No entanto, os especialistas escoceses não conseguiram determinar com certeza se a lei antifumo era a causa da mudança, porque os partos prematuros começaram a diminuir antes da proibição. Já era conhecido o fato de que o hábito de fumo da mãe provoca redução de peso no bebê e aumenta o risco de nascimento prematuro.

Quedas sucessivas 

   No levantamento mais recente, os pesquisadores conseguiram analisar a taxa de partos prematuros após cada fase de uma lei antifumo implantada na Bélgica. Lugares públicos e a maior parte dos locais de trabalho foram sujeitos às primeiras proibições em 2006, seguidos pelos restaurantes em 2007 e por bares que servem refeições em 2010. Descobriu-se que a taxa de nascimentos prematuros caía a cada fase da proibição, com mais impacto após a aplicação em restaurantes e bares. Depois das fases de 2007 e 2010, os partos prematuros caíram cerca de 3% em cada período. 
     
     No geral, isso corresponde a seis partos prematuros a menos em cada mil nascimentos. As mudanças não puderam ser explicadas por outros fatores - como a idade e os status socioeconômico das mães ou efeitos populacionais como mudanças na poluição do ar ou epidemias de gripe. O estudo também não encontrou ligações entre as leis antifumo e o peso dos bebês. O pesquisador Tim Nawrot, que conduziu a pesquisa na Universidade de Hasselt, disse que até mesmo uma pequena redução do tempo de gravidez já havia sido relacionada em outros estudos a condições de saúde adversas na infância e na vida adulta. "Porque as proibições aconteceram em três momentos diferentes, pudemos mostrar que há um padrão consistente de redução do risco de parto prematuro", disse. "Isso dá suporte à ideia de que as leis antifumo trazem benefícios à saúde pública desde os primeiros momentos da vida."

Esse texto foi publicado em Fevereiro de 2013.
Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Links Interessantes!!!

Olá pessoal!!!

         Não deixem de conferir os links que disponibilizei no canto esquerdo da tela. Tem links para as associações brasileiras de várias doenças como Esclerose Lateral amiotrófica, poiliomielite, Esclerose Múltipla, dentre outras.
    Vejam um link muito bom com video aulas gratuitas de neuroanatomia; site de busca de artigos; Jornais BMC, da Biomed Central, com conteúdo excelente (inglês) e gratuito e um link para a coluna do Roberto Lent, autor do livro Cem Bilhões de Neurônios?
         Toda semana colocarei links novos!!! Quer sugerir algum link? Deixe um comentário!!!

Profa. Ms. Michelle Brandalize


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Como lidar com os sintomas da Doença de Parkinson?


 Olá!! Após uma semana atarefada, hoje trouxe dicas dos próprios pacientes com Doença de Parkinson sobre como lidar com alguns sintomas da doença. Boa Leitura!!
           

    A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa que afeta a substância negra (núcleos da base), causando a morte dos neurônios dopaminérgicos e como consequência desordens principalmente motoras. Os sinais clássicos da doença envolvem:

ACINESIA: Dificuldade em iniciar movimentos/fenômenos de congelamento
BRADICINESIA: Lentidão e dificuldade em manter os movimentos
TREMOR: Movimento involuntário de “rolar pílula”, que aumenta no repouso
RIGIDEZ: Hipertonia plástica (rigidez e dureza nos músculos)
INSTABILIDADE POSTURAL: Anteriorização do centro de gravidade, reções posturais comprometidas.

    Esses fatores prejudicam o controle postural e marcha desses indivíduos. O tratamento farmacológico (L-dopa) reduz os sintomas, mas com o passar dos anos, os doentes apresentam flutuações, ou seja, mesmo com a medicação apresentam períodos ON (sem sintomas hipocinéticos) e OFF (apresentação temporária dos sintomas hipocinéticos).

        A fisioterapia tem mostrado bons resultados em relação ao equilíbrio, marcha e qualidade de vida. Inúmeros recursos podem ser usados na reabilitação desses pacientes. No entanto, hoje eu gostaria de compartilhar informações valiosas sobre Estratégias de enfrentamento desenvolvidas por pessoas com doença de Parkinson extraídas do artigo:

GRAZIANO, M. Illustrations of Physiotherapy Interventions in Parkinson’s Disease. European Neurological Review. Supplement: III International Forum on Advance Parkinson`s Disease. v. 3, n.2, 2008.